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APROXIMAÇÃO OU DISTANCIAMENTO?




Cada vez mais as empresas estão inserindo programas internos de Comunicação para divulgar informações sobre a estratégia corporativa, benefícios da empresa, mudanças e outras questões que afetam os trabalhadores. A tecnologia criou ferramentas como a intranet e o e-mail que tornam a comunicação mais rápida e eficaz.
Em contrapartida, tanta tecnologia é vista por muitas pessoas de forma negativa, uma vez que, a informação deixa de ser transmitida por aparelhos, resultando no distanciamento entre líderes e os colaboradores. Isto sugere que as empresas podem estar atualizando a tecnologia como substituto para a comunicação frequente de liderança.
A pesquisa realizada pelo Watson Wyatt mostra que o contraste entre a alta e a baixa participação dos funcionários é impressionante: 56% das pessoas no grupo de alto envolvimento recebe comunicação da direção, pelo menos mensalmente, ao mesmo tempo 42% dos "baixos" funcionários dizem que a comunicação é anual ou que nunca ocorreu.
Desta forma, podemos concluir, que a informação deve ser disponibilizada em vários formatos, incluindo impressão, eletrônico e presencial. Uma comunicação eficaz causa entusiasmo e a sensação de fazer parte da equipe, contribuindo assim para o progresso em direção ás metas.

Lilian Pereira de Siqueira
Fontes:
Watson Wyatt - Debunking the Myths of Employee Engagement

Endomarketing: O que é e porquê?


Endomarketing, por definição, é uma ferramenta da Comunicação Interna que reuni táticas de marketing na atmosfera interna das organizações, ou seja, é o ato de “comercializar” produtos/serviço ao público interno aprimorando os processos de comunicação e fortalecendo os relacionamentos. Além disso, há a relevância nas questões mercadológicas, no qual propõem que a todos aqueles que atuem diretamente na prática e operacionalização um alinhamento aos motes mercadológicos.

Por sua vez, cabe a CI desenvolver ações eficientes e eficazes para as organizações tornarem os colaboradores aliados estimulando o principio de “pertencer” á medida que surge uma conexão entre cliente, organização e funcionário. Desta forma, os funcionários transformam-se em multiplicadores e, consequentemente, refletem uma imagem benéfica e adequada do comprometimento da organização com os seus públicos. Porém, em um contexto mais abrangente, capacita aos colaboradores com respostas a quaisquer questões que possam surgir dos clientes externos, pois esta atrelado ao comprometimento com a organização, a iniciativa proposta pela motivação organizacional e, simultaneamente, previne que a desmotivação surja e dissemine -se pelo negócio e reputação da organização no ambiente externo.

Segundo o site Diario de Esmeros, artigo O Valor do Endomarketing, a fundamentação estabelece-se a partir de pesquisa com os seguintes critérios e planos de ações:

I. 1.Análise do ambiente interno da organização.
2. Avaliação do desempenho global de setores, do nível de integração entre setores,
da relação com os consumidores.
3. Avaliação de desempenho.
4. Avaliação do potencial e das limitações de cada um.

5. A imagem que se tem da empresa.
6. Nível de motivação, expectativas e aspirações.
7. Necessidades de treinamento.
8. Espírito de equipe.
9. Nível de conhecimento dos objetivos, produtos e planos da empresa


II. 1. Treinamento sob a ótica de educação e do desenvolvimento contínua.
2. Processo de seleção focado em talentos para o negócio.
3. Planos de carreira linear e vertical.
4. Motivação contínua através da participação e campanhas promocionais.
5. Valorização das ações dos empregados.
6. Comprometimento e recompensa.
7. Sistema de informações e rede de comunicação inter
na.
8. Segmentação do mercado de clientes internos.
9. Cenário
s para novos produtos, serviços e campanhas publicitárias internas

Por fim é relevante compreender que o engajamento é elemento fundamental para a eficácia desta ferramenta, entretanto, isto somente acontece quando há comprometimento da organização com o seu cliente interno.

Indicação de Leitura:

ENDOMARKETING: COMO PRATICÁ-LO COM SUCESSO

SAUL FAINGAUS BEKIN



Sinopse:

O autor reafirma que a comunicação interna não pode ser mais considerada o patinho feio das estratégias comunicacionais e de marketing das empresas. E mais, o seu livro coloca à disposição dos gestores modernos um conjunto de processos modernos que integra e dá coesão, sob a perspectiva dos mercados e da sociedade, às mensagens e ações produzidas pelo público primeiro de qualquer empresa, que é o trabalhador.
Endomarketing impressiona pelo seu conteúdo e originalidade. Consegue nos envolver com questões instigantes, para propor conceitos e reflexões abrangentes, acompanhados do pensamento de destacados expoentes contemporâneos e uma preciosa seleção de casos reais. É uma obra indispensável para todos que se interessam pela modernização da gestão de pessoas e de negócios.

Por: Iacy Correia

Afinal, qual o papel do Relações Públicas na ação de motivação?


O Relações Públicas é o profissional da comunicação estratégica. É ele quem conhece todo o processo comunicacional, definindo um diagnóstico mais assertivo e amarrando as ações para que o resultado seja o esperado.
Utilizando estratégias que valorizem o colaborador, o Relações Públicas é capaz de criar um clima de motivação e engajar seu funcionário. Para que isso ocorra, os funcionários devem sentir-se parte de uma atividade útil e digna.


Abaixo, listo os principais motivos que causam a desmotivação do funcionário e como o Relações Públicas responsável pela comunicação interna deve trabalhar para corrigir a situação.

* Falta de confiança nos administradores: muitos funcionários não confiam em seus superiores, muitas vezes por não ter um canal de comunicação aberta com o mesmo, o que causa o medo do superior.
O RP é o profissional correto para dar suporte, fazendo a mediação com os gestores da empresa, estimulando e facilitando a comunicação entre o gestor e seu funcionário.


* Falta de informação: Quando o funcionário sente que há algo acontecendo e ele não foi informado, ou sabe de alguma informação da empresa por meios externos, sente-se desmotivado.

O que se sabe, é que quando o funcionário está bem informado existe uma possibilidade maior de estar motivado. Se ele é parte da organização, é por meio dela que ele deve saber o que está acontecendo. No meio de uma crise, quando os funcionários sabem que há algum problema, um porta-voz deve informar o máximo de informações que tem, com total transparência. Onde não há fato, há boato. Mesmo que as informações não sejam completas, elas devem ser passadas ao público interno.


* Falta de reconhecimento: Funcionário que não tem suas ideias ouvidas tende a se desmotivar. Devido à falha na comunicação, muitos colaboradores, que têm ideias muito boas para a organização, não conseguem repassá-la ao superior responsável, ou não tem sua ideia ouvida.O Relações Públicas deve instruir o gestor a acreditar em seu funcionário e em seu potencial, garantindo que a ideia chegue à pessoa correta, e seja respondida pela mesma pessoa.

O RP pode realizar pesquisas de clima organizacional para saber exatamente o que causa a desmotivação. Isso o ajudará a elaborar o planejamento. É ele quem vai gerenciar a pesquisa, tabular as informações e a partir daí traçar um plano e ações estratégicas.


Logicamente há muitos outros motivos cotidianos, além dos acima citados, que desmotivam o colaborador. Entretanto podemos perceber que um dos valores presentes em todas as ações de um Relações Públicas no processo de motivação é a transparência.

Indicação de Leitura:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg07EJ65V5NY4fSIwGT3N-Zx6Gd91rw10uvD07eUHetFj5rf7ugU_OiXfhNyb6qp4CHHysytlnvs_xETs9RReF_drpc_na4ABqy6FHMr_1W0WY1dHW35SxEoddILydpHe9YtpXaeGZxHjUK/s400/livro_ferrari_grunig_franca1.jpg

James Grunig, Maria Aparecida Ferrari e Fábio França
Editora: Difusão Editora
Publicação: 2009
Resenha:
A obra é dividida em três partes e relata a experiência profissional dos autores. James Grunig faz uma apresentação teórica da profissão de relações públicas; Maria Aparecida Ferrari discorre sobre a carreira no contexto da América Latina; e Fábio França analisa os públicos de interesse das corporações.

Sobre os autores:

James Grunig é um dos mais renomados profissionais do universo da comunicação corporativa; Maria Aparecida Ferrari é doutora em ciência da comunicação e professora da Universidade de São Paulo (USP); e Fábio França é doutor em relações públicas pela USP.
(Postado por Mariana Giorgiani)

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