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LIDERANÇA


"Os líderes tem um papel essencial dentro das organizações, pois são eles que engajam e motivam os coladoradores."
Viviane Mansi

Segundo o estudo Debunking the Myths of Employee Engagement, as relações com os líderes é a principal razão das pessoas sairem de suas casas, por isso cabe a liderança ser a ponte de relacionamento entre a alta gerência e os funcionários. Mas, o excesso de líderes pode ocasionar um descontentamento por parte da equipe, devido as diferentes formas de emissão de mensagem.

Nas organizações, com um número alto de supervisão, a insatisfação em relação aos superiores diretos é tratada com a mudança de chefia, ou seja, a organização escolhe entre os líderes aquele que esta mais apto, conforme as características da equipe. Desta forma, o processo de comunicação dos objetivos é fortalecido á medida que o líder compreende a forma da equipe de percepção e transmissão das informações.

Por sua vez, a CI deve trabalhar com a liderança a eficiência deste processo, ela deve recomendar as melhoras formas de difundir as metas, objetivos e treina-los para que não ocorram equivocos ou haja deficiência na propagação, pois a eficácia da comunicação com os funcionários esta em propor e gerenciar metódos, instrumentos e veículos que auxliam no entendimento das mensagens passadas pela liderança.


Leticia Pinheiro
Fonte: Watson Wyatt - Debunking the Myths of Employee Engagement
Aula- Comunicação Interna e Liderança - Faculdade Cásper Líbero.

APROXIMAÇÃO OU DISTANCIAMENTO?




Cada vez mais as empresas estão inserindo programas internos de Comunicação para divulgar informações sobre a estratégia corporativa, benefícios da empresa, mudanças e outras questões que afetam os trabalhadores. A tecnologia criou ferramentas como a intranet e o e-mail que tornam a comunicação mais rápida e eficaz.
Em contrapartida, tanta tecnologia é vista por muitas pessoas de forma negativa, uma vez que, a informação deixa de ser transmitida por aparelhos, resultando no distanciamento entre líderes e os colaboradores. Isto sugere que as empresas podem estar atualizando a tecnologia como substituto para a comunicação frequente de liderança.
A pesquisa realizada pelo Watson Wyatt mostra que o contraste entre a alta e a baixa participação dos funcionários é impressionante: 56% das pessoas no grupo de alto envolvimento recebe comunicação da direção, pelo menos mensalmente, ao mesmo tempo 42% dos "baixos" funcionários dizem que a comunicação é anual ou que nunca ocorreu.
Desta forma, podemos concluir, que a informação deve ser disponibilizada em vários formatos, incluindo impressão, eletrônico e presencial. Uma comunicação eficaz causa entusiasmo e a sensação de fazer parte da equipe, contribuindo assim para o progresso em direção ás metas.

Lilian Pereira de Siqueira
Fontes:
Watson Wyatt - Debunking the Myths of Employee Engagement

A Comunicação Interna e os desafios das mudanças no mundo corporativo

Atualmente, os funcionários estão cada vez mais exigentes, em decorrência das mudanças que as novas mídias trouxeram para o mundo corporativo. Tamanha facilidade em ter acesso às informações reforça a necessidade de se estabelecer um relacionamento transparente com o público interno, já que este está cada vez mais participativo e criterioso. A Comunicação Interna já não pode mais se preocupar em apenas transmitir os fatos. Deve também expor opinião, ter consistência de conteúdo e potencial de análise. Com funcionários que cada vez mais selecionam o que é o Comunicação Interna ou não, os veículos devem ser atrativos, com temas de profundidade e relevância. O diferencial não está em notificar, e sim em propor alternativas de diálogo e de compartilhamento de informações.

A conscientização para mudança de atitude é muito mais concreta quando a idéia compartilhada exige que o receptor sinta-se responsável e engajado. Para Carlos Parente, gerente de Relações Internacionais da Camargo Correa, a aprovação das matérias para o público-alvo é estratégica: “É um ponto fundamental: todo comunicador é um educador, que maneja formatos de comunicação para formar, informar e transformar”.

Os maiores problemas de Comunicação Interna, costumam ser provenientes da falta de transparência (cultura do “não falar”), mensagens ser adequação ao público interno, falta de estratégia definida. Isso faz com que os canais tenham descrédito e baixa eficácia.

A solução está em focar no processo, e não nos meios. O conteúdo é mais importante que a divulgação, e tudo deve estar alinhado à estratégia.

Case Novartis

Maurício Grilli, coordenador de Comunicação Interna da Novartis, esteve no evento para mostrar uma ferramenta digital que integra 550 jovens representantes de vendas, espalhados por vários estados, numa única rede de relacionamentos. Com uma equipe que precisa estar em campo para uma média de 11 visitas por dia a médicos, desconectada inclusive da internet a não ser no período noturno e portanto fora do horário comercial, fica evidente a dificuldade da empresa entrar em contato e garantir a transmissão de suas mensagens. A intermediação eletrônica é mandatória, mas precisa conter elementos de emoção e envolvimento. Ele mostrou a reformulação do portal institucional no formato de rede social, o que deu personificação, humanização e integração ao meio, permitindo inclusão de dados e preferências pessoais e fotos

A idéia surgiu tanto pela constatação de que 62% do tráfego da internet brasileira estar concentrada neste tipo de canal, quanto pela identificação de uma mudança na centralidade da organização para o público, com alteração profunda na redação dos conteúdos e no protagonismo das fontes. O novo site deu voz às áreas da empresa de maneira organizada e integrada, com um histórico de conversas com dia e hora, e inseriu as pessoas num novo universo de relacionamento com públicos externos, já usuários da internet, como médicos e pacientes. Além disto, manifesta Grilli, estimulou a percepção atenta e crítica da equipe com recursos como indicar, comentar e avaliar os materiais disponibilizados e as opiniões registradas. Ele aposta que, no futuro, os funcionários vão criar comunidades dentro da plataforma e sua função será dar suporte para geração de conteúdos.

Fonte: RP Rodrigo Cogo - Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)



Indicação de Leitura

Entender como funcionam as relações internas nas empresas, seus agentes, as reações e a interação do pessoal com a organização é a proposta do livro Comunicação Interna – A força das empresas, primeira publicação da ABERJE Editorial. Planejar e construir processos de comunicação interna tem sido uma busca constante das organizações que zelam por sua imagem organizacional. Atenta a essa necessidade, a ABERJE editou uma obra que pretende auxiliar profissionais, estudantes, empresários e gestores de comunicação empresarial na análise do ambiente interno por meio de cases e artigos de alguns dos maiores mentores de grandes empresas que atuam no País.


Bianca Barsanti Meneguim

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